Domingo, 30 de Outubro de 2011
Ser mãe!

Fui mãe de uma menina há um mês.

 

 

 

Tive uma gravidez santa pois não tive más disposições, nem problemas de maior.

Só mesmo no final da gravidez fiquei mais inchada e cansada.

 

 

Não há no mundo um sentimento comparável ao dar à luz. É algo indescritível ter um bebé nos braços, alguém que gerámos e que acarinhamos durante 9 meses.

 

 

Tive um pressentimento que a minha menina iria aparecer mais cedo que o esperado e realmente não me enganei. A gestação durou 38 semanas, menos duas que o normal, as 40 semanas.

 

 

O parto foi normal e o trabalho de parto no hospital durou 4 horas. Estive durante o dia a passear, a fazer compras e a descansar. Até fui almoçar fora. Custou um bocadinho, mas acho que a parte pior é mesmo o pós-parto. Levei pontos e fiquei com hemorróidas. A recuperação é que é mesmo pior.

 

 

Mas vale a pena para ter um bebé lindo, perfeitinho e o nosso futuro.

 

Um dia destes venho contar-vos as peripécias do pós-parto...



publicado por brisa_do_mar às 22:12
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Quinta-feira, 3 de Março de 2011
Tempo, tempo, tempo!

É incrível como tudo urge contra o tempo!

 

São as formações, são as consultas, são os testes de avaliação, são os convívios, são as sessões de esclarecimento das editoras, etc...!

 

Uffa!

 

 

Estou desesperada para que o mês de Março desapareça!!!

 

Ando a pensar na avaliação de professores.

Será que vale a pena fazer muito mais que aquilo que nos é pedido no nosso trabalho?

Fazer determinadas actividades que raramente, no dia a dia, as podemos fazer?

Considerar que num dia especial, onde vai ser observada uma aula, a turma que está à nossa frente vai reagir de forma negativa e "boicotar" o trabalho?

Fazer ou cumprir determinadas disposições na aula que normalmente não as fazes, por falta de tempo, pela turma não estar a colaborar, ou a escola não ter condições para tal?

 

 

Ou seja, avaliam-te erradamente, pois têm que seguir determinados princípios que nem mesmo eles os seguem nas suas aulas.

 

Ao fim ao cabo tudo isto é uma utópia. É uma "realidade" que não é a nossa.

 



 

O que é importante é a aprendizagem das crianças. Não este tipo de burocracias que só fazem perder tempo, que poderia ser utilizado para fazer outro gênero de actividades.

 

Imagine-se que por causa da avaliação, os professores avaliadores deixam de dar apoio educativo aos seus alunos. Afinal de contas, o que é mais importante, os alunos ou a palavra do ministério.

 

O problema não está na avaliação dos professores, mas sim na forma como esta se faz.

 



 

A maioria dos professores mais antigos está a tentar descartar-se desta tarefa árdua, avaliar os colegas. E percebo-os completamente!

 

O ambiente na escolas está de cortar à faca.

 

São os professores mais antigos que lutam por uma avaliação Excelente e alguns contratados que fazem de tudo por um lugar mais previlegiado.

 

Há de tudo!

 

 

E injustiças nem se fala! Eu já fui vitima de uma, a par de algumas colegas e fez-me sofrer muito, pois, algumas pessoas, deixam-se levar pela graxa e esquecem o profissionalismo.

 

 

E não falei nas maravilhosas acções de formação, que na sua maioria são dadas à balda, sem "rei nem roque".

O mais engraçado é que andam a cortar nas acções de formação creditadas e grátis.

Se é uma obrigatoriedade termos créditos é justo pagarmos do nosso bolso? E não estamos a falat em 20 euros. Mas de 100 euros para cima!

 

São Decretos-Lei que chegam constantemente à escola com mais uma facadinha.

Esta semana descobrimos que os colegas que se encontram a trabalhar à um ano, não saem do período probatório. Ou seja, estão sempre à mercê de uma avaliação menos positiva e ficam a ganhar o mesmo.

 

Há professores de primeira, segunda, terceira, ....

É triste.

 

Como a vida antigamente era muito boa para os professores decidiu-se castigar a classe. O problema foi mesmo o tipo de reformas efectuadas que prejudicam o aproveitamento dos alunos e o bom funcionamento das escolas. Passou-se do 8 para o 80 e neste momento já ninguém nos respeita.

 

Por isso penso seriamente em desistir da avaliação. Vale a pena?

 

Desculpem o desabafo!

 

Queremos união! Trabalho conjunto!

 

 

 



publicado por brisa_do_mar às 21:08
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Domingo, 5 de Dezembro de 2010
Sou eu??

Às vezes leio aquilo que escrevi e não acredito que consegui escrever aquelas palavras.

Algumas mostram tanto...

É como se me despisse para o mundo.

 

Aqui vai um poema da minha autoria...

 

 

"Ondas

 

Sabes o que sinto...

Um aperto por sentir

Que estas zangado.

 

Mas eu também tenho sentimentos,

 

Também me custa ouvir

aquilo que não quero ouvir.

 

Estou a ouvir música... imagino-me

numa praia deserta ao cair da tarde.

  

 

 

 

 

 

 

Estou sozinha a passear a olhar as ondas.

Estou descalça e sinto um formigueiro nos pés

sempre que toco com eles na água.

A minha roupa é branca cheia de véus compridos

que me tapam grande parte do meu corpo.

  

 

 

Mas de repente sinto uma presença magnífica.

É como se ela me tocasse e me fizesse voar mais alto.

Olho para trás

e um vulto aparecesse em frente à minha imagem.

  

  

Mas...conheço-o...é ele...

Es tu...

Sabes o que fizemos depois?

Tu foste embora

pois tinhas compreendido mal o meu silêncio.

Foste embora sem me compreenderes,

sem acreditares no meu amor...

E eu fiquei sozinha...

Olhei de novo as ondas

e estas pareceram gigantescas.

  

  

Recuei, e fugi da praia.

Na cabana encontrei uma carta tua.

  

  

Estavas a despedir-te de mim,

pois dizias ter cometido um erro... não li o resto

rasguei-a. Olhei a rua e tudo me pareceu feio.

Tinha anoitecido e estava sozinha...

Encontrei uma camisa tua e vi... o teu rosto desfigurado nela.

A tua imagem a desvanecer-se na minha mente.

Era como se um fogo consumisse a minha memória.

Encontrei-me na cabana de novo e vi-me sozinha...

Sai de casa e corri de encontro ao nada.

Vaguei pelas ruas e bati na tua porta.

Não estavas lá.

Fui aos sítios onde nos encontrávamos

e não te encontrei.

Encontrei pessoas de todas as cores,

mas quem eu queria eras tu.

Chorava e desistia de procurar.

De repente olhei em volta e estava numa rua escura.

  

  

Ao fundo havia um café.

Cansada como estava decidi entrar.

Pé ante pé, pedi um café e sentei-me numa mesa escondida.

Chorei aquilo que tinha para chorar.

E vi-me de novo sozinha...

Não tinha notado numa presença no café....

Olhei para trás e estavas lá.

Olhavas para mim com fúria.

Sai à pressa do café e corri pelas ruas.

Encontrei a praia e deitei-me na areia fria.

Adormeci.

Não dei conta onde estava,

até sentir na testa um leve toque.

Assustei-me e gritei.

Estava na praia.

Mas mais alguém estava comigo.

Eras tu.

Decidiste ficar comigo pois viste que estava sozinha e

compreendeste o meu olhar desesperado no café.

Olhei para ti e chorei.

Abraçaste-me, beijei-te e perdi-me nos teus lábios.

Olhei em volta e senti que era eu de novo.

Não estava sozinha.."

  


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publicado por brisa_do_mar às 19:41
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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010
"Heróis à moda de Lisboa"... O que foi para mim!
Num dia normal recebi, via mail, uma mensagem surpreendente.
Tinha sido convidada por uma escritora, Maria Eugénia Ponte, para escrever um conto.
O melhor foi saber sobre o quê e como o devia fazer… sobre Lisboa e usando expressões populares ou vocábulos específicos. Fiquei logo curiosa com o Projecto.
Diariamente, utilizo diversas palavras populares para designar algo, assim como pessoas da minha família, como a minha avó.
Ainda por cima, algumas pessoas convidadas para o Projecto faziam parte do Book Crossing.
Isso ainda pesou mais na minha resposta.
Desde sempre, tive a necessidade de expor os meus sentimentos e pensamentos em palavras, era como me dava a
conhecer melhor. Poucas pessoas sabiam desse meu vício. Escrevia pequenos poemas em prosa e sonhava, sonhava…
 
Normalmente, tenho sempre a noção que nunca sou suficientemente boa para fazer o que quer que seja. Mas desta vez, achei que devia tentar. Pelo menos, tentar.
Na vida, há oportunidades que nunca voltam a proporcionar-se e já me aconteceu, perder ocasiões interessantes para fazer mais pela minha auto-estima e pela minha vida profissional.
É rumar ao desconhecido, por locais nunca antes conhecidos.
Com a ajuda do marido e dos amigos decidi dar início à aventura. Procurei termos lisboetas e depois de escolher as personagens, comecei a elaborar, na minha cabeça, um trama interessante. Fui de férias e levei o conto para outras paragens, à procura de inspiração.
 
 
Acabei por fazer um estudo prévio das personagens, assim como das palavras/vocábulos/expressões populares. Tal abriu-me a mente e as ideias fluíram melhor.
Talvez tenha escrito o conto em duas semanas, depois de muito ter pensado. Dou tudo de mim quando acho que vale a pena e não perco tempo!
Até saber se o conto sairia ou não, estive sempre com receio do meu não ser escolhido.
 
Estou muito feliz com esta oportunidade e agradeço do fundo do coração à Maria Eugénia Ponte, por me ter facultado toda esta experiência.
 
Espero que leiam este livro, pois vai valer a pena, quer para rir um pouco, aprender mais alguma coisa sobre Lisboa, recordar tempos antigos, identificar palavras e termos linguísticos populares engraçados e conhecer ou recordar personagens importante e/ou históricas.
 
 São imensos motivos para ficarem curiosos…
 
A partir de dia 25 de Novembro em todas as livrarias, mas já em divulgação.
 
Apresentação do livro, dia 6 de Novembro no Museu da Cidade em Lisboa, pelas 15h.
 
Conto convosco!


publicado por brisa_do_mar às 16:53
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Domingo, 26 de Setembro de 2010
Um projecto em mãos...

Olá a todos!

 

Tive a honra de ser convidada por uma excelente escritora, Maria Eugénia Ponte, para escrever um conto que vai ser integrado num livro "Heróis à moda de Lisboa", da qual é coordenadora.

Inicialmente estava renitente em aceitar pois nunca tinha participado em algo do gênero.

Mas depois de muito pensar, achei que devia aceitar e lançar-me à aventura.

Aproveitei as férias para tirar algumas ideias e relaxar. Assim as ideias surgem mais espontaneamente.

O livro faz parte de uma colecção de livros.

Já foram publicados o "Heróis à Moda do Porto" e "Heróis à Moda do Alentejo".

 

 

 

Os contos que fazem parte de cada livro passam-se em cada uma das regiões e são utilizados diversos vocábulos e expressões populares típicas desses locais.

O projecto está a ser desenvolvido rapidamente e já conhecemos a maioria das pessoas que dele fazem parte. Tal aconteceu num encontro marcado para o passado dia 18 de Setembro pela coordenadora do Projecto. Pessoal simpático, humorado e bem disposto.

 

 

 

O livro que faltava. Os falares marginais de Lisboa no seu melhor: o “malandrim” lisboeta, a gíria das novas tribos urbanas, os pregões tradicionais, o calão dos becos e ruelas… tudo reunido numa obra única e com muito humor, onde os heróis são todos de Lisboa: desde Ulisses ao cidadão anónimo, passando por Santo Antón...io, Marquês de Pombal, Luciano das Ratas ou pela garina do shopping.
Se este livro fosse anunciado com os típicos pregões lisboetas, seria assim, certamente:
- Ó freguesa, mexa o cu que, pl’o preço de uma dúzia, leva mais três à borliú...
- Ó viva da Costa, ó pr’a eles a fazer caretas no jardim das tabuletas...
- Olha o rajá fresquinho! É pró bacano e pró bétinho!
- Olhó nogá! Quem perde é quem não está!
- Quentes e boas! Piadas e piadinhas prós meninos e prás meninas...
E porque Lisboa também tem falares e expressões muito suas, para que a paisagem portuguesa não fique a anhar, a freguesa e o freguês (que é como quem diz, o leitor) têm o Dicionário Alfacinha

 

Estamos todos muito curiosos com o resultado final pois acho que ficará extraordinário.

Darei notícias quando tiver novidades.

De qualquer forma, se quiserem saber mais vão ao blog:

 

http://heroisamodadelisboa.blogspot.com/

 



publicado por brisa_do_mar às 20:37
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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
Mais uma férias e mais um país!!

Olá a todos!

 

Pois é, depois das férias tem que se fazer o rescaldo dos resultados.

 

A Suiça é um país fascinante, se bem que caro, pelo menos para o meu bolso.

 

Visitei diversas cidades, mas a que mais gostei foi Genéve.

É uma cidade muito cosmopolita e bem localizada, não fosse a presença do lago. As instituições como a Cruz Vermelha, A UNICEF e o Palácio das Nações Unidas, fazem desta cidade uma cidade de paz!

 

Genéve
A próxima cidade a visitar foi Lausanne. Deixou um bocadinho a desejar, mas verdade seja dita o tempo estava péssimo e não deu para ver grande coisa!
Depois de Lausanne ficamos com vontade de ir um castelo e nada melhor que visitar o castelo de Gruyére, perto de Fribourg. Uma beleza, pena foi estar a chover bastante!

As paisagens são deslumbrantes, com o seus campos relvados e bem aparados, tudo extremamente verde.

Os animais são uma presença assídua por todos o lado.

 

 

As pequenas povoações fazem-me lembrar o interior do nosso país nos tempos passados. Toda a gente trabalha na agricultura.

Temos também que ver que eles tem uma grande facilidade na lavoura, o clima!

 

 

Ao sair das cidades em direcção às montanhas, a envolvência do verde, dos animais e das temperaturas amenas fazem maravilhas.

Como ia no carro à pendura tirava fotos a todo o momento!!

 

Depois chegámos a Berna, a cidade dos Ursos. Até os vimos numa das encostas do rio que lá passa.

 

  

 

Depois rumámos a Basel, uma cidade fronteiriça com a Alemanha, onde fomos dormir! Parecia uma cidade sem grande importância, mas também muito bela!
Passamos em Laufenburg, uma povoação simpática. No alto, onde estava a torre de um antigo castelo viámos o rio e também Alemanha...
Muitos carros americanos vimos por estas bandas. Aqui está um exemplar!
Descemos a Zurique.. É uma cidade fantástica, com ruas cheias de comércio e como não podia faltar um lago maravilhoso.
Se querer passámos uma linda cidade, Luzern. Sobre o seu rio passa uma bela ponte em madeira, muito antiga.
A caminho de Interlaken, conhecemos Hergiswill. Uma povoação a beira lago. Paisagens lindas quer para o lago quer para a montanha. Neste momento começamos por percepcionar o Alpes!!!
A vista de um dos hoteis onde ficamos já de caminho para Genéve e nos últimos dias de viagem...
Queriamos ver mais um castelo e optámos por descobrir uma povoação medieval, estavayer-le-lac.
A experimentar!


publicado por brisa_do_mar às 14:24
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Segunda-feira, 2 de Agosto de 2010
Um convite inesperado!

 

Olá!!!

 

Amanhã vou viajar e lembrei-me de vir a este cantinho.

 

Este ano escolhemos a Suiça.

 

 

 

Quando voltar depois conto-vos como correu tudo.

 

Há uns dias fui convidada para fazer parte de um projecto que envolve a Cidade de Lisboa, contos e personagens cariatas dessa cidade.

 

Vou tentar criar um conto Lisboeta sobre a personagem "Zé do Telhado" e "Diogo Alves". Dois bandidos muito conhecidos em Lisboa.

 

 

 

 

Utilizarei diversas expressões populares Lisboetas e também um pouco de humor.

O objectivo final é juntarmos os contos que cada um dos membros da equipa irá fazer e serão compilados num livro.

Este será de grande valia pois estas expressões ainda não estão bem estudadas e ajudaria imenso os que estudam a história e a Língua Portuguesa.

 

Ando fascinada com a procura destas expressões, bem como na estruturação do conto.

Mas ando intrigada com algumas expressões, que já encontrei, pois não sei se serão mesmo verdadeiras.

 

- Afragatar-se– galantear, requestar alguém para atingir fins libidinosos.

- Alpinar- fugir

- Alambiques- pés que cheiram mal com o suor (colégio militar).

- altamar- nome dado à margem do Tejo, de Cacilhas à Trafaria

- Bairro Bife- bairro Alto

- Bate-sornas- gatuno que se dedica a roubar indivíduos que se deixam dormir na rua.

- Beateiro- indivíduo que percorre as ruas à procura de pontas de cigarro.

- Benzer- roubar

- Bibe – sobretudo ou gabardina

- Bidé- terrinha

- Bilargo- travessa

- Bordo- facada

- Botica do Xexé- local onde existe muita coisa, mas mal arrumada.

- Branca- lençol

- Broi ou Broia- boa

- Calcas- botas

- Cantar a cigana- estar bêbedo

- Carmoso- tostão

- Carrapata- ferida de cura demorada

- Carreira- camioneta que faz o transporte de passageiros (Estremadura)

- Burogaço- caruma (Estremadura)

- Castiço – castelhano

- Cecear- falar afectadamente à Lisboeta, pronunciando o S como Z ou os SS como c.

- Chá-de-fora- carne de vaca entre a alcatara e o pojadouro.

- Chão-grande- terreiro do paço

- Chibato- Preso delator

- Corcar- torcer

- Cravo- carvoeiro

- Derrete- galanteio (Estremadura)

- Desorinado- desorientado

- De uma figa- pessoa indispensável

- Embarcar- empurrar

- Engadanhado- ter as mãos tolhidas de frio (Estremadura)

- Esbroncado- desconfiado

- Escanência- comida

- Estampilha- bofetada

- Facha’vôr- faz favor

- Fraqueta- faca

- Gabedo ou gebaba- pancada no chapéu

- Gaita- pénis

- Garchinho- garfo

- Lega- patroa

- Macavenco- excêntrico

- Malva- chapéu-de-chuva

- Miomba- espécie de bife metido no pão

- Neta- água-pé

- Obras de Sta. Engrácia- Coisa que leva muito tempo a fazer, que perece não terminar. Teve origem nas celebradas obras de St-a Engrácia, igreja próxima da feira da Ladra, Campo de Sta. Clara, começadas em 1682 e que terminaram em 1966. Sta igreja deu origem nessa altura ao panteão nacional.

- Palheta- pá de apanhar o lixo

- Pandar- apalpar as algibeiras

- Panta- troca-tintas

- Pano de esfrega- a língua

- Pente- mocetona airosa

- Pinóia- bom negócio

- Vianinha- pãozinho fino e reduzido

- Volta dos tristes- passeio muito frequente dos lisboetas, ao domingo, de Lisboa a Sintra, Cascais e volta a Lisboa.

 

Ia pedir-vos ajuda para verificar se conhecem algumas delas.

 

E se puderem e souberem dicas para conseguir utilizar humor num texto.

 

Boas férias ou bom trabalho!

 



publicado por brisa_do_mar às 21:08
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Segunda-feira, 8 de Março de 2010
Um dia de professor...

Hoje foi um dia super preenchido!!!

 

De manhã acordei com uma música na cabeça:

 

"Whisky à go go" dos Roupa Nova...

 

 

Traulitei-a quando estava no banho. Quem bem que soube!

Depois rumei à escola.

 

Para não variar comecei mal o dia com a turma que me tem dado problemas! Continuam sempre com as mesmas atitudes. já não consigo fazer nada deles. Peço a caderneta.Ou não a têm ou então não se ralam nada com isso.

 

Depois tive um tempinho para preparar as fichas de trabalho e testes que tinha pendentes. Agora tenho algum descernimento, pois deixei de fazer a impressão desse tipo de documentos em casa.

Estou farta de gastar tinteiros e impressoras ao longo destes anos! Já que não tenho grandes condições para trabalhar na escola, pelo menos aproveito este recurso, que por vezes não funciona!

 

Enfim... Mais um bloco de 90 minutos com aula de estudo acompanhado com duas turmas. Na primeira continuei a minha dor de cabeça com a turma problemática. nem na presença do Director de Turma melhora o comportamento dos miúdos. Fizemos uma análise de uma história com animais, onde se retirava um ensinamento relacionado com as amizades. Só 4 alunos fizeram uma boa conclusão, pois os restantes limitavam-se a gozar uns com os outros.

 

Fui para almoço e concluí a preparação da aula da tarde, onde ia iniciar o estudo do microscópio.

Esta aula foi irreal! Mudei de sala para facilitar a aprendizagem dos alunos, pois ia utilizar o quadro interactivo e microscópios ópticos. Inicialmente alguns alunos mantiveram-se na conversa, mas até tomaram atenção ao que foi falado. De seguida, foram feitos grupos onde iriam observar um microscópio seguindo algumas regras de utilização já faladas. Como seria de esperar os alunos não sabem trabalhar em grupo, e principalmente saber quando devem estar calados e a trabalhar.

 

 

Foi esgotante! Andei feita "barata tonta" a ajudar os grupos e a acompanhá-los nas tarefas.

 

Depois desta aula, passei a outra, com metade da turma problemática. A D. esteve a provocar sempre. Falava quando não devia, virada para trás na conversa com colegas que queriam estar com atenção e até a dizer asneiras. Mandei-a estar calada por seis ou sete vezes, mas como seria de esperar, de nada adiantou. Deixei que ficasse na sala, pois estava demasiado cansada para discutir e chatear-me. Ao que parece ela também é malcriada e super arrogante com a avó! Consegue falar para a avó pior do que para nós! Uma autentica desgraça. A D. tem um bom fundo mas é revoltada com todos e não gosta da autoridade.

 

No final do dia acabei numa reunião de pais e professores da mesma turma. Os pais tentaram desresponsabilizar-se pela falta de material e de trabalho de casa. Dizem que compraram isto e aquilo mas realmente nas aulas os alunos aparecem de "mãos a abanar". Mais uma das muitas estratégias usadas para combater o insucesso! Veremos se vai dar frutos (provavelmente não, pois 2 terços dos E.E. não compareceram).

 

Quando cheguei a casa estava demasiado cansada para trabalhar e acabei por vir a este cantinho desabafar!



publicado por brisa_do_mar às 19:14
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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010
Luta contra o sistema.

 

Cá estou eu de novo e hoje apetece-me desabafar.
 
 
Estou a entrar numa má fase, pois estou a odiar dar aulas.
O desfasamento do que aprendemos na faculdade,  face ao que nos deparamos nas salas de aula é tão grande que nos limita imensamente o sermos bons profissionais.
 
 
Num dia destes e em conversa com uma colega da escola, que saiu à poucos meses da faculdade, verificámos que é muito difícil fazer a maioria daquilo que nos é proposto fazer na faculdade em sala de aula.
 
Porque:
1º as salas, quando as há, são espaços pequenos com poucas carteiras e não podemos fazer as alterações de lugar de alguns alunos e realizar outro tipo de actividades;
 
2º os materiais educativos existentes nas escolas estão, na sua maioria, desactualizados ou em mau estado;
 
 
3º os alunos não são devidamente "castigados" quando fazem um erro. Assim continuam a demonstrar o mesmo tipo de comportamentos pois sabem que nada lhes acontece;
 
 
4º os professores não têm o mesmo tipo de actuação face aos maus comportamentos;
 
5º alguns encarregados de educação  (cujo nº está a aumentar)  não fazem muito caso do que os professores dizem e os seus educandos continuam a ter as mesmas atitudes;
 
6º a opinião pública tem uma má imagem dos professores,
muito devido à situação que viviam há alguns anos;
 
7º não há muita entreajuda entre os professores, pois não há tempo disponível para trocar informações e trabalhar em novos projectos;
 
8º as famílias portuguesas, devido à sua falta de tempo e excesso de trabalho, não conseguem acompanhar os seus filhos tal como seria desejável;
 
9º tem vindo a aumentar o número de famílias com problemas económicos, familiares e culturais. Tudo isto faz como que os alunos tenham atitudes desproporcionadas face ao que lhes é pedido na escola.
 
10º as famílias que não cumprem com as regras estabelecidas pela sociedade, não são sujeitas a coimas ou outras contrapartidas para fazer face aos seus incumprimentos. Já que recebem do estado variadas ajudas para ultrapassar as suas dificuldades, também deveriam ter em atenção as suas crianças e tudo o que lhes diz respeito;
 
11º a cultura do facilitismo reina sobre a escola, tendo alguns professores desistido de lutar para ultrapassar este facto e os alunos conseguirem ter acesso a algumas regalias sem terem lutado para isso;
 
12º o esforço deixou de ser importante o que abona a cultura do "deixa andar";
 
 
13º as pessoas que regulam a educação não tem um bom conhecimento do que se passa nas escolas. As aulas de substituição, que servem apenas para prender os alunos a uma sala  (ainda hoje dei uma aula de substituição a uma turma de 7º ano e fui extremamente mal tratada pelos alunos, tendo estes sido malcriados tratando-me como uma "colega de escola"); os testes de recuperação, para alunos que têm grande falta de assiduidade e quem tem, muitas vezes, problemas na família, que não lhes permite obter notas positivas e assim ver o ano em risco, obrigando-os a vir à escola até ao final do ano (será que isto motiva os alunos?) e a avaliação de professores que favorece somente os colegas que "caem nas boas graças" de um coordenador de departamento e não um bom professor, são algumas das medidas tomadas pelo Ministério da educação que não favorece todos os alunos, encarregados de educação e professores;
 
14º a maioria dos professores não está preparada para lidar com situações problemáticas e muitas vezes, reagem de uma forma que provoca nos alunos as expulsões de raiva;
 
 
 
 
 
15º em todos os locais, que não apenas a escola, impera grande falta de respeito, desculpabilização de actos impróprios pelas crianças e uma ideia de conseguir obter tudo facilmente sem lutar!
 
São tantos os pontos a abordar,  que estaria aqui vários dias a referi-los.
 
Quando pensei em estudar para ser professora, não pensei nas facilidades que iria encontrar na profissão, mas em ensinar e educar! EDUCAR! Que é o que não conseguimos fazer!
 
 
Se alguém consegue ultrapassar tudo isto, diga-me o que posso fazer? Será que isto é da minha cabeça e estou errada?
 

sinto-me: Triste, frustada

publicado por brisa_do_mar às 20:06
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Vídeoclips

Aqui vos deixo alguns vídeoclips que gosto muito, principalmente pois têm muito a haver com o amor, a sensualidade e a paixão.

 

 

 



publicado por brisa_do_mar às 22:46
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