Fui mãe de uma menina há um mês.

Tive uma gravidez santa pois não tive más disposições, nem problemas de maior.
Só mesmo no final da gravidez fiquei mais inchada e cansada.

Não há no mundo um sentimento comparável ao dar à luz. É algo indescritível ter um bebé nos braços, alguém que gerámos e que acarinhamos durante 9 meses.

Tive um pressentimento que a minha menina iria aparecer mais cedo que o esperado e realmente não me enganei. A gestação durou 38 semanas, menos duas que o normal, as 40 semanas.

O parto foi normal e o trabalho de parto no hospital durou 4 horas. Estive durante o dia a passear, a fazer compras e a descansar. Até fui almoçar fora. Custou um bocadinho, mas acho que a parte pior é mesmo o pós-parto. Levei pontos e fiquei com hemorróidas. A recuperação é que é mesmo pior.

Mas vale a pena para ter um bebé lindo, perfeitinho e o nosso futuro.
Um dia destes venho contar-vos as peripécias do pós-parto...
É incrível como tudo urge contra o tempo!
São as formações, são as consultas, são os testes de avaliação, são os convívios, são as sessões de esclarecimento das editoras, etc...!
Uffa!

Estou desesperada para que o mês de Março desapareça!!!
Ando a pensar na avaliação de professores.
Será que vale a pena fazer muito mais que aquilo que nos é pedido no nosso trabalho?
Fazer determinadas actividades que raramente, no dia a dia, as podemos fazer?
Considerar que num dia especial, onde vai ser observada uma aula, a turma que está à nossa frente vai reagir de forma negativa e "boicotar" o trabalho?
Fazer ou cumprir determinadas disposições na aula que normalmente não as fazes, por falta de tempo, pela turma não estar a colaborar, ou a escola não ter condições para tal?

Ou seja, avaliam-te erradamente, pois têm que seguir determinados princípios que nem mesmo eles os seguem nas suas aulas.
Ao fim ao cabo tudo isto é uma utópia. É uma "realidade" que não é a nossa.
O que é importante é a aprendizagem das crianças. Não este tipo de burocracias que só fazem perder tempo, que poderia ser utilizado para fazer outro gênero de actividades.
Imagine-se que por causa da avaliação, os professores avaliadores deixam de dar apoio educativo aos seus alunos. Afinal de contas, o que é mais importante, os alunos ou a palavra do ministério.
O problema não está na avaliação dos professores, mas sim na forma como esta se faz.

A maioria dos professores mais antigos está a tentar descartar-se desta tarefa árdua, avaliar os colegas. E percebo-os completamente!
O ambiente na escolas está de cortar à faca.
São os professores mais antigos que lutam por uma avaliação Excelente e alguns contratados que fazem de tudo por um lugar mais previlegiado.
Há de tudo!

E injustiças nem se fala! Eu já fui vitima de uma, a par de algumas colegas e fez-me sofrer muito, pois, algumas pessoas, deixam-se levar pela graxa e esquecem o profissionalismo.

E não falei nas maravilhosas acções de formação, que na sua maioria são dadas à balda, sem "rei nem roque".
O mais engraçado é que andam a cortar nas acções de formação creditadas e grátis.
Se é uma obrigatoriedade termos créditos é justo pagarmos do nosso bolso? E não estamos a falat em 20 euros. Mas de 100 euros para cima!
São Decretos-Lei que chegam constantemente à escola com mais uma facadinha.
Esta semana descobrimos que os colegas que se encontram a trabalhar à um ano, não saem do período probatório. Ou seja, estão sempre à mercê de uma avaliação menos positiva e ficam a ganhar o mesmo.
Há professores de primeira, segunda, terceira, ....
É triste.
Como a vida antigamente era muito boa para os professores decidiu-se castigar a classe. O problema foi mesmo o tipo de reformas efectuadas que prejudicam o aproveitamento dos alunos e o bom funcionamento das escolas. Passou-se do 8 para o 80 e neste momento já ninguém nos respeita.
Por isso penso seriamente em desistir da avaliação. Vale a pena?
Desculpem o desabafo!
Queremos união! Trabalho conjunto!

Às vezes leio aquilo que escrevi e não acredito que consegui escrever aquelas palavras.
Algumas mostram tanto...
É como se me despisse para o mundo.
Aqui vai um poema da minha autoria...
Sabes o que sinto...
Um aperto por sentir
Que estas zangado.
Mas eu também tenho sentimentos,
Também me custa ouvir
aquilo que não quero ouvir.
Estou a ouvir música... imagino-me
numa praia deserta ao cair da tarde.

Estou sozinha a passear a olhar as ondas.
Estou descalça e sinto um formigueiro nos pés
sempre que toco com eles na água.
A minha roupa é branca cheia de véus compridos
que me tapam grande parte do meu corpo.

Mas de repente sinto uma presença magnífica.
É como se ela me tocasse e me fizesse voar mais alto.
Olho para trás
e um vulto aparecesse em frente à minha imagem.

Mas...conheço-o...é ele...
Es tu...
Sabes o que fizemos depois?
Tu foste embora
pois tinhas compreendido mal o meu silêncio.
Foste embora sem me compreenderes,
sem acreditares no meu amor...
E eu fiquei sozinha...
Olhei de novo as ondas
e estas pareceram gigantescas.

Recuei, e fugi da praia.
Na cabana encontrei uma carta tua.

Estavas a despedir-te de mim,
pois dizias ter cometido um erro... não li o resto
rasguei-a. Olhei a rua e tudo me pareceu feio.
Tinha anoitecido e estava sozinha...
Encontrei uma camisa tua e vi... o teu rosto desfigurado nela.
A tua imagem a desvanecer-se na minha mente.
Era como se um fogo consumisse a minha memória.
Encontrei-me na cabana de novo e vi-me sozinha...
Sai de casa e corri de encontro ao nada.
Vaguei pelas ruas e bati na tua porta.
Não estavas lá.
Fui aos sítios onde nos encontrávamos
e não te encontrei.
Encontrei pessoas de todas as cores,
mas quem eu queria eras tu.
Chorava e desistia de procurar.
De repente olhei em volta e estava numa rua escura.

Ao fundo havia um café.
Cansada como estava decidi entrar.
Pé ante pé, pedi um café e sentei-me numa mesa escondida.
Chorei aquilo que tinha para chorar.
E vi-me de novo sozinha...
Não tinha notado numa presença no café....
Olhei para trás e estavas lá.
Olhavas para mim com fúria.
Sai à pressa do café e corri pelas ruas.
Encontrei a praia e deitei-me na areia fria.
Adormeci.
Não dei conta onde estava,
até sentir na testa um leve toque.
Assustei-me e gritei.
Estava na praia.
Mas mais alguém estava comigo.
Eras tu.
Decidiste ficar comigo pois viste que estava sozinha e
compreendeste o meu olhar desesperado no café.
Olhei para ti e chorei.
Abraçaste-me, beijei-te e perdi-me nos teus lábios.
Olhei em volta e senti que era eu de novo.
Não estava sozinha.."


Olá a todos!
Tive a honra de ser convidada por uma excelente escritora, Maria Eugénia Ponte, para escrever um conto que vai ser integrado num livro "Heróis à moda de Lisboa", da qual é coordenadora.
Inicialmente estava renitente em aceitar pois nunca tinha participado em algo do gênero.
Mas depois de muito pensar, achei que devia aceitar e lançar-me à aventura.
Aproveitei as férias para tirar algumas ideias e relaxar. Assim as ideias surgem mais espontaneamente.
O livro faz parte de uma colecção de livros.
Já foram publicados o "Heróis à Moda do Porto" e "Heróis à Moda do Alentejo".


Os contos que fazem parte de cada livro passam-se em cada uma das regiões e são utilizados diversos vocábulos e expressões populares típicas desses locais.
O projecto está a ser desenvolvido rapidamente e já conhecemos a maioria das pessoas que dele fazem parte. Tal aconteceu num encontro marcado para o passado dia 18 de Setembro pela coordenadora do Projecto. Pessoal simpático, humorado e bem disposto.
Estamos todos muito curiosos com o resultado final pois acho que ficará extraordinário.
Darei notícias quando tiver novidades.
De qualquer forma, se quiserem saber mais vão ao blog:
http://heroisamodadelisboa.blogspot.com/
Olá a todos!
Pois é, depois das férias tem que se fazer o rescaldo dos resultados.
A Suiça é um país fascinante, se bem que caro, pelo menos para o meu bolso.
Visitei diversas cidades, mas a que mais gostei foi Genéve.
É uma cidade muito cosmopolita e bem localizada, não fosse a presença do lago. As instituições como a Cruz Vermelha, A UNICEF e o Palácio das Nações Unidas, fazem desta cidade uma cidade de paz!
As paisagens são deslumbrantes, com o seus campos relvados e bem aparados, tudo extremamente verde.
Os animais são uma presença assídua por todos o lado.
As pequenas povoações fazem-me lembrar o interior do nosso país nos tempos passados. Toda a gente trabalha na agricultura.
Temos também que ver que eles tem uma grande facilidade na lavoura, o clima!
Ao sair das cidades em direcção às montanhas, a envolvência do verde, dos animais e das temperaturas amenas fazem maravilhas.
Como ia no carro à pendura tirava fotos a todo o momento!!
Depois chegámos a Berna, a cidade dos Ursos. Até os vimos numa das encostas do rio que lá passa.

Olá!!!
Amanhã vou viajar e lembrei-me de vir a este cantinho.
Este ano escolhemos a Suiça.

Quando voltar depois conto-vos como correu tudo.
Há uns dias fui convidada para fazer parte de um projecto que envolve a Cidade de Lisboa, contos e personagens cariatas dessa cidade.
Vou tentar criar um conto Lisboeta sobre a personagem "Zé do Telhado" e "Diogo Alves". Dois bandidos muito conhecidos em Lisboa.

Utilizarei diversas expressões populares Lisboetas e também um pouco de humor.
O objectivo final é juntarmos os contos que cada um dos membros da equipa irá fazer e serão compilados num livro.
Este será de grande valia pois estas expressões ainda não estão bem estudadas e ajudaria imenso os que estudam a história e a Língua Portuguesa.
Ando fascinada com a procura destas expressões, bem como na estruturação do conto.
Mas ando intrigada com algumas expressões, que já encontrei, pois não sei se serão mesmo verdadeiras.
- Afragatar-se– galantear, requestar alguém para atingir fins libidinosos.
- Alpinar- fugir
- Alambiques- pés que cheiram mal com o suor (colégio militar).
- altamar- nome dado à margem do Tejo, de Cacilhas à Trafaria
- Bairro Bife- bairro Alto
- Bate-sornas- gatuno que se dedica a roubar indivíduos que se deixam dormir na rua.
- Beateiro- indivíduo que percorre as ruas à procura de pontas de cigarro.
- Benzer- roubar
- Bibe – sobretudo ou gabardina
- Bidé- terrinha
- Bilargo- travessa
- Bordo- facada
- Botica do Xexé- local onde existe muita coisa, mas mal arrumada.
- Branca- lençol
- Broi ou Broia- boa
- Calcas- botas
- Cantar a cigana- estar bêbedo
- Carmoso- tostão
- Carrapata- ferida de cura demorada
- Carreira- camioneta que faz o transporte de passageiros (Estremadura)
- Burogaço- caruma (Estremadura)
- Castiço – castelhano
- Cecear- falar afectadamente à Lisboeta, pronunciando o S como Z ou os SS como c.
- Chá-de-fora- carne de vaca entre a alcatara e o pojadouro.
- Chão-grande- terreiro do paço
- Chibato- Preso delator
- Corcar- torcer
- Cravo- carvoeiro
- Derrete- galanteio (Estremadura)
- Desorinado- desorientado
- De uma figa- pessoa indispensável
- Embarcar- empurrar
- Engadanhado- ter as mãos tolhidas de frio (Estremadura)
- Esbroncado- desconfiado
- Escanência- comida
- Estampilha- bofetada
- Facha’vôr- faz favor
- Fraqueta- faca
- Gabedo ou gebaba- pancada no chapéu
- Gaita- pénis
- Garchinho- garfo
- Lega- patroa
- Macavenco- excêntrico
- Malva- chapéu-de-chuva
- Miomba- espécie de bife metido no pão
- Neta- água-pé
- Obras de Sta. Engrácia- Coisa que leva muito tempo a fazer, que perece não terminar. Teve origem nas celebradas obras de St-a Engrácia, igreja próxima da feira da Ladra, Campo de Sta. Clara, começadas em 1682 e que terminaram em 1966. Sta igreja deu origem nessa altura ao panteão nacional.
- Palheta- pá de apanhar o lixo
- Pandar- apalpar as algibeiras
- Panta- troca-tintas
- Pano de esfrega- a língua
- Pente- mocetona airosa
- Pinóia- bom negócio
- Vianinha- pãozinho fino e reduzido
- Volta dos tristes- passeio muito frequente dos lisboetas, ao domingo, de Lisboa a Sintra, Cascais e volta a Lisboa.
Ia pedir-vos ajuda para verificar se conhecem algumas delas.
E se puderem e souberem dicas para conseguir utilizar humor num texto.
Boas férias ou bom trabalho!
Hoje foi um dia super preenchido!!!
De manhã acordei com uma música na cabeça:
"Whisky à go go" dos Roupa Nova...

Traulitei-a quando estava no banho. Quem bem que soube!
Depois rumei à escola.
Para não variar comecei mal o dia com a turma que me tem dado problemas! Continuam sempre com as mesmas atitudes. já não consigo fazer nada deles. Peço a caderneta.Ou não a têm ou então não se ralam nada com isso.
Depois tive um tempinho para preparar as fichas de trabalho e testes que tinha pendentes. Agora tenho algum descernimento, pois deixei de fazer a impressão desse tipo de documentos em casa.
Estou farta de gastar tinteiros e impressoras ao longo destes anos! Já que não tenho grandes condições para trabalhar na escola, pelo menos aproveito este recurso, que por vezes não funciona!

Enfim... Mais um bloco de 90 minutos com aula de estudo acompanhado com duas turmas. Na primeira continuei a minha dor de cabeça com a turma problemática. nem na presença do Director de Turma melhora o comportamento dos miúdos. Fizemos uma análise de uma história com animais, onde se retirava um ensinamento relacionado com as amizades. Só 4 alunos fizeram uma boa conclusão, pois os restantes limitavam-se a gozar uns com os outros.
Fui para almoço e concluí a preparação da aula da tarde, onde ia iniciar o estudo do microscópio.
Esta aula foi irreal! Mudei de sala para facilitar a aprendizagem dos alunos, pois ia utilizar o quadro interactivo e microscópios ópticos. Inicialmente alguns alunos mantiveram-se na conversa, mas até tomaram atenção ao que foi falado. De seguida, foram feitos grupos onde iriam observar um microscópio seguindo algumas regras de utilização já faladas. Como seria de esperar os alunos não sabem trabalhar em grupo, e principalmente saber quando devem estar calados e a trabalhar.

Foi esgotante! Andei feita "barata tonta" a ajudar os grupos e a acompanhá-los nas tarefas.
Depois desta aula, passei a outra, com metade da turma problemática. A D. esteve a provocar sempre. Falava quando não devia, virada para trás na conversa com colegas que queriam estar com atenção e até a dizer asneiras. Mandei-a estar calada por seis ou sete vezes, mas como seria de esperar, de nada adiantou. Deixei que ficasse na sala, pois estava demasiado cansada para discutir e chatear-me. Ao que parece ela também é malcriada e super arrogante com a avó! Consegue falar para a avó pior do que para nós! Uma autentica desgraça. A D. tem um bom fundo mas é revoltada com todos e não gosta da autoridade.
No final do dia acabei numa reunião de pais e professores da mesma turma. Os pais tentaram desresponsabilizar-se pela falta de material e de trabalho de casa. Dizem que compraram isto e aquilo mas realmente nas aulas os alunos aparecem de "mãos a abanar". Mais uma das muitas estratégias usadas para combater o insucesso! Veremos se vai dar frutos (provavelmente não, pois 2 terços dos E.E. não compareceram).
Quando cheguei a casa estava demasiado cansada para trabalhar e acabei por vir a este cantinho desabafar!






Aqui vos deixo alguns vídeoclips que gosto muito, principalmente pois têm muito a haver com o amor, a sensualidade e a paixão.
. Ser mãe!
. Sou eu??
. "Heróis à moda de Lisboa"...
. Mais uma férias e mais um...